segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Herdeira - Kiera Cass



O sucesso de "A seleção" da Kiera Cass é estrondante! Eu mesma sou completamente apaixonada, como já disse em outros posts anteriores.
Li "A herdeira" e me apaixonei, lógico, não li tão rápido quanto os livros anteriores, quis lê com mais paciência e mais devagar, já que o próximo livro só no ano que vem, quanta ansiedade.

SE VOCÊ JÁ LEU, OU NÃO, O LIVRO, DEIXE SEU COMENTÁRIO, OK?


Sinope: 

Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais. Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.


Contem Spoiler! 

A Eadlyn realmente é muito chata, mimada e muitas vezes insuportável, mas aos poucos muita coisa nela vai mudando, surgindo e muitas outras ela vai demonstrando.
Já tenho meu preferido para ser o selecionado, Kile, logo no início eu gostei dele, aquela rixa entre os dois me deu logo uma luz de que algo poderia acontecer, e espero que realmente aconteça. Adorei aqueles beijos, mesmo que o primeiro tenha sido armado.

Mas o final, o final... Aff! O que foi aquilo? Terminei o livro com o coração na mão, louca pra saber o que houve, o que vai acontecer. Espero, espero mesmo, que a Kiera não me decepcione no próximo livro.


Enfim... Quem já lei, sabe o que estou falando, quem ainda não leu, vai aí o primeiro e segundo capítulos que foi disponibilizado pela Kiera e traduzido pela Camila da Fanpage The selection quotes. ( Tradução não oficial)


CAPÍTULO 1

Eu não conseguiria prender a respiração por sete minutos. Não conseguiria sequer chegar a um minuto. Uma vez tentei correr uma milha em sete minutos, depois de ouvir que alguns atletas conseguem em quatro, mas falhei miseravelmente quando uma dor lateral me incapacitou na metade da distância.
Mas tem uma coisa que eu consegui fazer em sete minutos que a maioria das pessoas diria ser muito impressionante: eu me tornei rainha.
Por meros sete minutos eu cheguei ao mundo antes do meu irmão, Ahren, então o trono que deveria ser dele virou meu. Se eu tivesse nascido uma geração antes, não teria feito diferença. Ahren era o homem, então ele teria sido o herdeiro.
Infelizmente, minha mãe e meu pai não aguentariam ver a primogênita perder seu título graças a um inesperado porém gracioso par de seios. Então eles mudaram a lei, o povo comemorou, e eu fui treinada todos os dias para virar a próxima regente de Illéa.
O que eles não entendiam, é que essas tentativas de tornar minha vida mais justa pareciam muito injustas para mim.
Eu tentava não reclamar. Afinal, eu sabia como era sortuda. Porém haviam dias, ou meses em algumas vezes, onde parecia que muito era empilhado sobre mim, muito para qualquer pessoa, de verdade.
Folheei o jornal e vi que havia ocorrido outra manifestação, desta vez em Zuni. Vinte anos atrás, o primeiro ato do meu pai como rei fora dissolver as castas, e o sistema velho foi extinto lentamente. Eu ainda pensava  em como era completamente bizarro que uma vez as pessoas viveram com esses limitantes mas arbitrários rótulos em suas costas. Minha mãe era uma Cinco, meu pai era Um. Não fazia sentido, principalmente quando não havia um sinal externo para as divisões. Como eu saberia se estava andando próxima de um Seis ou um Três? E por que isso até mesmo importava?
Quando meu pai decretou que as castas não existiam mais, todas as pessoas do país ficaram encantadas. Papai esperava que as mudanças que estava fazendo em Illéa estivessem completamente estáveis no curso de uma geração, significando que poderia acontecer a qualquer dia, agora.
Isso não estava acontecendo — e essa nova manifestação era a mais recente de uma série de distúrbios.
— Café, Vossa Alteza — Neena disse, deixando a bebida em minha mesa.
— Obrigada. Você pode levar os pratos.
Eu examinei o artigo. Desta vez um restaurante foi incendiado porque seus donos se recusaram a promover um garçom ao cargo de um chefe. O garçom reivindicava que uma promoção foi prometida mas nunca entregue, e ele tinha certeza de que era por causa do passado de sua família.
Olhando para os restos carbonizados, eu honestamente não sabia de que lado estava. O proprietário tinha o direito de promover ou demitir quem quisesse, e o garçom tinha o direito de não ser visto como algo que, tecnicamente, não existia mais.
Eu afastei o papel e peguei minha bebida. Papai ficaria chateado. Eu tinha certeza de que ele ficava passando e passando o cenário diversas vezes em sua cabeça, pensando em como ajustar tudo corretamente. O problema era que, mesmo se pudéssemos resolver um problema, não poderíamos parar cada mísero caso de discriminação pós-casta. Era muito difícil de monitorar e acontecia com muita frequência.
Eu depositei meu café e me dirigi para o meu closet.
— Neena — chamei —, você sabe onde está o meu vestido cor de ameixa? Aquele com uma faixa?
— Oh, céus! — Ela cerrou os olhos, concentrada, e veio me ajudar.
No grande esquema de coisas, Neena era nova no palácio. Nós apenas estivemos juntas por seis meses, após minha última criada ter ficado doente por duas semanas. Neena era muito sintonizada com as minhas necessidades e muito mais agradável de ter por perto, então eu a mantive.
Neena olhos para o espaço enorme.
— Talvez devêssemos reorganizar.
— Você pode, se encontrar tempo. Este não é um projeto no qual eu esteja interessada.
— Não enquanto eu possa caçar suas roupas por você — ela provocou.
— Exatamente!
Ela levou meu humor na esportiva, rindo enquanto ordenava entre vestidos e calças.
— Gostei do seu cabelo hoje — comentei.
— Obrigada.
Todas as criadas usavam algo na cabeça, mas Neena ainda era criativa com seu cabelo. Algumas vezes alguns cachos negros e espessos molduravam seu rosto, em outras vezes ela retorcia os fios até ficarem aninhados. No momento, havia largas tranças circulando sua cabeça, com o resto de seu cabelo embaixo do chapéu. Eu realmente fiquei feliz por ela encontrar caminhos de trabalhar com seu uniforme, de fazer o seu próprio a cada dia.
— Ah! Está aqui atrás! — Neena puxou para baixo o vestido que ia até o joelho.
— Perfeito! E você sabe onde está o meu blazer cinza? Aquele com as mangas três-quartos?
Ela olhou para mim, o rosto sem expressão.
— Eu definitivamente vou reorganizar.
Eu ri.
— Você procura; eu visto.
Eu vesti minha roupa e escovei meu cabelo, me preparando para outro dia como a futura face da monarquia. A roupa era feminina o bastante para me suavizar mas forte o bastante para ser levada a sério. Era uma linha muito tênue para caminhar, mas eu fazia isso todos os dias.
Olhando para o espelho, conversei com meu reflexo.
— Você é Eadlyn Schreave. Você é a próxima pessoa na fila para administrar este país e será a primeira mulher a fazer isso sozinha. Ninguém — eu disse — é mais poderoso que você.
Papai já estava em seu escritório, a testa franzida enquanto assimilava as notícias. Exceto pelos olhos, eu não era muito parecida com ele. Ou com a mamãe, até onde interessa.
Com meus olhos e cabelo escuros, e uma pitada de um bronzeado que durava o ano todo, eu parecia mais com a minha avó do que com qualquer outro. Uma pintura dela no dia de sua coroação estava pendurada no corredor do quarto andar e eu costumava estudá-lo quando era mais jovem, tentando adivinhar como eu pareceria conforme eu crescia. A idade dela no quadro era próxima da minha agora e, apesar de não sermos idênticas, às vezes eu me sentia como se fosse seu eco.
Eu caminhei através do escritório e beijei a bochecha de meu pai.
— Bom dia.
— Bom dia. Você viu o jornal? — ele perguntou.
— Sim. Ao menos ninguém morreu desta vez.
— Graças a Deus por isso.
Aqueles eram os piores, aqueles onde as pessoas era abandonadas mortas na rua ou desapareciam. Era terrível, ler os nomes de homens que foram espancados por simplesmente mudar suas famílias para uma vizinhança melhor, ou mulheres que eram atacadas por tentar ter um emprego que no passado não poderiam ter.
Em algumas vezes não levava tempo algum para encontrar o motivo e as pessoas por trás desses crimes, no entanto eram muito mais frequentes as vezes em que dedos eram apontados e nenhuma resposta real. Pra mim, era exaustivo de assistir e sabia que era ainda pior para o meu pai.
— Eu não entendo. — Ele retirou seus óculos de leitura e esfregou os olhos. — Eles não queriam mais as castas. Nós levamos nosso tempo, removemos-as lentamente para todos se ajustassem. Agora eles incendeiam as construções.
— Há algum meio de regular isso? Nós poderíamos criar um conselho para supervisionar as queixas?
Olhei para a foto outra vez. No canto, o filho jovem do proprietário do restaurante lamentando ter perdido tudo.
Papai olhou para mim.
— É isso o que você faria?
Sorri.
— Não, eu perguntaria ao meu pai o que ele faria.
Ele suspirou.
— Isso nem sempre será uma opção para você, Eadlyn. Você precisa ser forte, decidida. Como você consertaria esse incidente particular?
Eu considerei.
— Não acho que possamos. Não há como provar que as castas foram o motivo pelo qual a promoção foi negada ao garçom. A única coisa que podemos fazer é iniciar uma investigação para saber quem causou o incêndio. Aquela família perdeu seu sustento hoje, e alguém precisa ser responsável por isso. Um incêndio proposital não é o modo de exigir justiça.
Ele balançou a cabeça para o jornal.
— Acho que está certa. Gostaria de ser capaz de ajudá-los. Mais que isso, precisamos descobrir como prevenir que aconteça outra vez. Isso está se tornando excessivo, Eadlyn, e é assustador.
Papai jogou o papel no lixo, então ficou em pé e andou até a janela. Eu poderia ler o estresse em sua postura. Às vezes seu cargo lhe trazia muita alegria, como visitar as escolas que ele tinha trabalhado incansavelmente para melhorar ou ver as comunidades florescerem da época sem guerra que ele inaugurou. Entretanto, estes momentos diminuíam e se tornavam menos frequentes. Na maioria dos dias ele estava ansioso sobre o estado do país e tinha que fingir sorrisos quando os repórteres vinham, esperanço de que sua sensação de calma pudesse, de algum modo, se espalhar para todos. Mamãe ajudava a arcar com o ônus, porém, no final do dia, o destino do país era colocado diretamente sobre suas costas. Um dia estariam nas minhas.
Vaidosa como era, me preocupava em ganhar fios brancos antes da hora.
— Faça uma nota para mim, Eadlyn. Lembre-me de escrever para o Governador Harpen, em Zuni. Ah, e coloque para escrever para Joshua Harpen, não para o seu pai. Eu vivo me esquecendo de que foi ele quem se candidatou na última eleição.
Eu escrevi suas inscrições em minha elegante letra cursiva, pensando em quão satisfeito ele ficaria quando olhasse para ela mais tarde. Papai tinha o costume de ser chato sobre a minha caligrafia.
Eu estava sorrindo para mim mesma quando voltei a olhar para ele, mas meu sorriso caiu quase imediatamente quando eu o vi esfregando a testa, tentando arduamente pensar em uma solução para esses problemas.
— Pai?
Ele virou e instintivamente endireitou os ombros, como se tivesse que parecer forte até mesmo para mim.
— Por que você acha que isso está acontecendo? Não foi sempre assim?
Ele levantou suas sobrancelhas.
— Certamente não foi — ele disse, quase para si mesmo. —  No começo todos pareceram satisfeitos. A cada vez que removíamos uma casta, as pessoas davam festas. Têm sido apenas nos anos mais recentes, desde que removemos todos os rótulos, que têm decaído.
Ele olhou para fora da janela.
— A única coisa que consigo pensar é que aqueles que cresceram com as castas sabem como isso é melhor. Comparativamente, é mais fácil de casar e trabalhar. As finanças de uma família não são limitadas a uma profissão. Quando se trata de educação, há mais opções. Com certeza é uma melhora. Mas para aqueles que cresceram sem as castas, ainda são opositores… Acho que eles não sabem mais o que fazer.
Ele olhou para mim e deu de ombros.
— Eu preciso de tempo — murmurou. — Preciso de uma maneira de parar por um tempo com essas coisas, ajeitá-las e depois deixá-las continuarem outra vez.
Eu notei o vinco profundo em sua testa.
— Pai, não creio que seja possível.
Ele me encarou e riu com si mesmo.
— Nós já fizemos isso antes. Posso me lembrar…
O foco em seus olhos mudou e pareceu que ele teve uma ideia. Ele olhou para mim por um momento, parecendo me fazer uma pergunta sem palavras.
— Pai.
— Sim.
— Você está bem?
Ele piscou algumas vezes.
— Sim, querida, estou ótimo. Por que você não vai trabalhar naqueles cortes do orçamento? Podemos ver suas ideias esta tarde. Eu preciso conversar com sua mãe.
— Claro.
Matemática não era um talento que me veio naturalmente, então eu tinha que trabalhar duas vezes mais em qualquer proposta de corte no orçamento ou planos financeiros. No entanto, eu absolutamente recusava ter um dos conselheiros do papai nas minhas costas com uma calculadora para limpar minha bagunça. Mesmo que tivesse que ficar acordada a noite inteira, eu sempre fazia questão de que meu trabalho não tivesse erros.
É claro, Ahren era naturalmente bom em matemática, mas nunca era forçado a sentar-se em encontros sobre orçamentos, rezoneamentos ou cuidados com a saúde. Ele saiu impune por sete estúpidos minutos.
Papai afagou meus ombros antes de sair do escritório. Eu levei muito mais tempo do que o usual para me focar nos números. Eu não poderia evitar ser distraída pelo olhar em seu rosto e a certeza evidente de que me envolvia.





CAPÍTULO 2

Após trabalhar no relatório do orçamento por algumas horas, eu decidi que precisava de um intervalo e retirei-me para o meu quarto para ganhar da Neena uma massagem nas mãos. Eu amava esses pequenos momentos de luxo no meu dia. Vestidos feitos na medida certa para mim, sobremesas exóticas simplesmente porque era quinta-feira, e um fornecimento interminável de coisas lindas, eram todas vantagens; e eram facilmente a melhor parte do trabalho.
Meu quarto tinha vista para os jardins; e conforme o dia se deslocava, a luz mudava para um quente cor de mel, que brilhava nos altos muros. Eu foquei no calor e nos dedos deliberados da Neena.
— De qualquer modo, o rosto dele ficou todo estranho. Foi meio como se ele tivesse desaparecido por um minuto.
Eu tentava explicar o afastamento fora do comum do meu pai nesta manhã, mas era difícil de conseguir. Eu nem ao menos sabia se ele encontrou ou não a minha mãe, porque ele não voltou para o escritório.
— Você acha que ele está doente? Ele parece cansado, nesses últimos dias. — As mãos da Neena faziam sua mágica conforme ela falava.
— Talvez —  eu respondi, pensando que o Papai não estava exatamente cansado. — Ele provavelmente só está estressado. E como poderia não estar, com todas as decisões que ele tem que tomar?
— E algum dia essa será você — ela comentou, sua voz em uma mistura de genuína preocupação com uma brincadeira divertida.
— O que significa que você me fará duas vezes mais massagens.
— Eu não sei — ela disse. — Eu acho que em alguns anos eu talvez goste de tentar algo novo.
Eu fiz uma careta.
— O que mais você faria? Não há muitos cargos melhores do que trabalhar no palácio.
Houve uma batida na porta e ela não teve uma chance de responder a pergunta.
Eu fique em pé, colocando meu blazer de volta para parecer mais apresentável e dei um aceno para que Neena deixasse meus visitantes entrar.
— Mãe. Pai. — Eu atravessei o quarto para abraçá-los. — Eu estava prestes a voltar para o escritório.
Mamãe colocou meu cabelo atrás da minha orelha, sorrindo para mim.
—  Eu gosto desta aparência.
Eu andei para trás orgulhosamente, com o vestido em minhas mãos.
— Os braceletes realmente arrasam, você não acha?
Ela riu.
— Excelente atenção ao detalhe.
De vez em quando, minha mãe me deixa escolher joias ou sapatos para ela, mas era raro. Ela não achava tão divertido quanto eu e não dependia dos acessórias para a beleza. Eu gostava de ela ser clássica.
Mamãe virou e tocou no ombro de Neena.
— Você está dispensada — ela disse quietamente.
Neena instantaneamente fez uma cortesia e nos deixou sozinhos.
— Há algo errado? — perguntei.
— Não, meu amor. Nós simplesmente queremos conversar em particular. — Papai estendeu a mão e levou-nos para a mesa. — Nós temos uma oportunidade para conversar com você.
— Oportunidade? Nós vamos viajar? — Eu adorava viajar. — Por favor, me digam que nós vamos finalmente viajar para a praia. Poderia ser apenas nós seis?
Mesmo com três irmãos ocasionalmente indisciplinados, eu amava o tempo que passávamos juntos. Eu sonhei com o Papai finalmente — finalmente! — nos levando para a praia.
—  Não exatamente. Nós não iremos a algum lugar enquanto tivermos visitantes. — Mamãe explicou.
— Ah! Companhia! Quem virá?
Eles trocaram olhares, então Mamãe continuou falando:
— Você sabe que as coisas estão precárias no momento. O povo está inquieto e infeliz e nós não conseguimos encontrar uma maneira de parar com a tensão.
Suspirei.
— Eu sei.
— Nós estamos pensando em um modo de elevar a moral — Papai acrescentou.
Eu me animei. Elevar a moral geralmente envolvia uma celebração. Eu era sempre a favor de uma festa.
— O que vocês têm em mente? — Eu comecei a desenhar um novo vestido em minha cabeça e o excluí quase que instantaneamente. Aquela não era exatamente a atenção que eu precisava no momento.
— Bem — Papai começou — as pessoas respondem melhor com algo positivo em nossa família. Quando sua mãe e eu nos casamos, foi uma das melhores temporadas do país. E você se lembra de como as pessoas deram festas nas ruas quando Osten estava a caminho?
Sorri. Eu tinha oito quando o Osten nasceu e eu nunca vou me esquecer de como as pessoas ficaram animadas logo após o anunciamento. Eu escutei a música tocando da minha cama até quase o amanhecer.
— Aquilo foi maravilhoso.
— Foi. E agora as pessoas olham para você. Não vai demorar muito para você ser a rainha — Papai deu uma pausa. — Nós pensamos que talvez você estaria disposta a fazer algo publicamente, algo que seria animador para as pessoas mas que também traria muitos benefícios para você.
Eu estreitei meus olhos, sem saber onde isso terminaria.
— Estou escutando.
Mamãe limpou a garganta.
— Você sabe que no passado as princesas se casavam com príncipes de outros países para estabilizar as nossas relações internacionais.
— Eu ouvi você usar o termo no passado, estou correta?
Ela riu, mas eu não achei graça.
— Sim.
— Ótimo, porque o príncipe Nathaniel parece um zumbi, o príncipe Hector dança como um zumbi, e se o príncipe da Federação Alemã não aprender a adotar a higiene pessoal até a festa de Natal, ele não deve ser convidado.
Mamãe esfregou a lateral de seu rosto em frustração.
— Eadlyn, você sempre foi tão exigente!
Papai deu de ombros.
— Talvez isso não seja algo ruim. — Mamãe olhou fixamente para o Papai enquanto ele dava de ombros.
Eu franzi as sobrancelhas.
— Do que é que vocês estão falando?
Eles trocaram olhares outra vez, claramente com dificuldades em chegar ao ponto.
— Você sabe como sua mãe e eu nos conhecemos — Papai começou.
Eu revirei meus olhos.
— Todos conhecem. Vocês dois são praticamente um conto de fadas.
Com essas palavras o olhar dos dois ficou mais suave, e sorrisos atravessaram seus rostos. Seus corpos pareceram inclinarem-se levemente na direção um do outro e Papai mordeu seu lábio olhando para a Mamãe.
— Com licença. Primogênita no recinto, vocês se importam?
Mamãe corou assim que Papai limpou a garganta e continuou:
— O processo da Seleção foi um sucesso para nós. E embora meus pais tenham tido seus problemas, também funcionou para eles. Então… Esperávamos que… — Ele hesitou e encontrou meus olhos.
Eu fui lenta para entender suas dicas. Eu sabia o que a Seleção era, mas nunca, nem uma vez, foi sugerida como uma opção para qualquer um de nós, e muito menos para mim.
— Não.
Mamãe levantou as mãos, advertindo-me.
— Apenas ouça…
— Uma Seleção? — explodi. — Isso é insano!
— Eadlyn, você está sendo irracional.
Eu olhei para ela.
— Você prometeu, prometeu!, que nunca me forçaria a me casar com alguém por causa de uma aliança. Como isso pode ser melhor?
— Ouça-nos — ela incitou.
— Não! — gritei. — Eu não farei isso.
— Acalme-se, amor.
— Não fale comigo desta forma, não sou uma criança.
Mamãe suspirou.
— Você está certamente agindo como uma.
— Você está arruinando a minha vida! — Corri meus dedos pelo meu cabelo e respirei diversas vezes, esperando que me ajudasse a pensar. Isso não poderia acontecer. Não comigo.
— É uma gigantesca oportunidade — Papai insistiu.
— Vocês estão tentando me algemar a um estranho!
— Eu disse que ela seria teimosa — Mamãe murmurou ao Papai.
— Me pergunto de onde isso veio — ele atirou de volta com um sorriso.
— Não falem de mim como se eu não estivesse aqui!
— Sinto muito. — Papai disse — Nós apenas precisamos que você considere isso.
— E o Ahren? Ele pode fazer isso?
— Ahren não será o futuro rei. Além do mais, a essa altura nós sabemos que ele vai governar na França ao lado de Camille.
A princesa Camille era a herdeira do trono da França e alguns anos atrás ela conseguiu fincar todas as suas presas no coração de Ahren.
— Então façam-os se casar! — implorei.
— Camille será rainha quando chegar a vez dela e ela, como você, terá que pedir o parceiro em casamento. Se fosse uma decisão do Ahren, ele consideraria; mas não é.
— E o Kaden? Ele não pode fazer isso por vocês?
Mamãe gargalhou sem humor.
— Ele tem catorze anos! Nós não temos esse tipo de tempo. As pessoas precisam de algo para se animarem agora. — Ela estreitou os olhos para mim. — E, honestamente, não está na hora de você procurar alguém para governar ao seu lado?
Papai assentiu.
— É verdade. Não é um cargo que eu teria gostado de administrar sozinho.
— Mas eu não quero me casar — implorei. — Por favor, não me obriguem a fazer isso. Tenho apenas dezoito anos!
— Que é a idade com que eu casei com seu pai — Mamãe determinou.
— Não estou pronta — insisti. — Eu não quero um marido. Por favor, não me façam fazer isso.
Mamãe atravessou a mesa e colocou a mão sobre a minha.
— Ninguém faria nada por você. Você faria algo por seu povo. Você daria um presente a eles.
— Vocês diz fingir um sorriso quando eu preferiria chorar?
Ela fez uma carranca fugaz para mim.
— Isso sempre foi parte do seu dever.
Eu a encarei, silenciosamente pedindo por uma resposta melhor.
— Eadlyn, por que você não pega um tempo para pensar sobre? — Papai disse calmamente. — Eu sei que isso é algo grande que estamos pedindo a você.
— Isso significa que eu tenho escolha?
Papai inspirou profundamente, considerando.
— Bem, amor, você realmente terá trinta e cinco opções.
Eu saltei de minha cadeira, apontando para a porta.
— Saiam daqui! — pedi. — Saiam! Daqui!
Sem dizer uma palavra, eles saíram do quarto.
Eles não sabiam quem eu era, para o que haviam me treinado? Eu era Eadlyn Schreave. Ninguém era mais poderoso do que eu.
Então se eles pensavam que eu cairia sem lutar, estavam redondamente enganados.




terça-feira, 26 de maio de 2015

Salmo 139:1-18




  1. SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.
  2. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
  3. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
  4. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces.
  5. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.
  6. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.
  7. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?
  8. Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.
  9. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
  10. Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
  11. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.
  12. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;
  13. Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.
  14. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
  15. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
  16. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.
  17. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!
  18. Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Minha transição capilar

Acho que já falei sobre isso aqui no blog, estou na dúvida porque eu tinha outro blog e me lembra de ter colocado algumas coisas sobre a minha transição lá. Mas de qualquer forma, quero mostrar para vocês como foi para mim a transição e como está meu cabelo hoje.

Primeiro, vejam como era meu cabelo antes de começar com chapinha e depois progressiva, essa foto tem uns 9 anos. Eu tentava lamber na frente porque não gostava da ondulada que ele dava, mas hoje me acostumei e deixo ele livre.
Nunca dei produtos em meu cabelo quando criança, sempre usei natural, depois de maior, eu já estava casada, que resolvi pintar e dá alisar. Hoje nem estou pintando mais, as luzes que dei estão só nas pontas, aos poucos está saindo. 



Esse mês completo 2 anos de transição, durante o primeiro ano que fiquei sem progressiva, eu ainda dava chapinha, na verdade eu nem sabia o que era transição até que vi alguns vídeos,  que não me lembro de quais meninas foram, falando sobre como cuidar dos cachos e falando sobre a transição. Aquilo me deixo encantada, fiquei apaixonada pelo cabelo das meninas e pela forma como elas cuidavam!
Com isso, comecei a senti falta dos meus cachos, de como era meu cabelo naturalmente e percebi que se eu soubesse cuidar do meu cabelo antes da progressiva, provavelmente eu nunca teria dado, apesar de sempre ter tido vontade de ter cabelo liso, sempre achei mais bonito e mais prático.

Nessa foto tinha um mês que eu havia dado progressiva, veja como meu cabelo está lambido e pouquinho. Ele na realidade é pouco, mas com o tempo, dando a progressiva, o cabelo vai sumindo e ficando mais e mais liso.


Então acabei vendo e entendo que se eu cuidasse do meu cabelo ele ficaria, sim, muito bonito. Aí que dei início realmente a transição, apesar de já está há 1 ano sem progressiva, pois entendi que já estava na transição, só que parei de vez de dá chapinha.

E assim foi!




Realmente, nesse período o cabelo não fica nada bonito e você não fica nada bonita. Usava na maior parte do tempo o cabelo preso do lado, como vocês podem vê na última foto, quando não tava assim, estava preso.
Lembro de ter dado chapinha duas vezes depois que parei com a chapinha de vez, uma para ir a um casamento e outro em outra festa.

Todo mês eu tirava a pontinha dele, para aos poucos ir tirando a parte lisa, hoje tiro mais ou menos a cada dois meses, mesmo porque, tirar as pontas ajuda no crescimento e ainda tem uma pontinha ou outra atrás que ainda está lisa, mas não quero tirar tudo, se não fica curto demais.

E assim ele foi aos poucos ficando mais cacheado.




Não é nada fácil passar por isso, tem que ter muita determinação. Um dia meu pai virou pra mim e disse: Que cabelo feio é esse? (rsrsrsrs) A transição não é fácil!

Hoje quando vejo as fotos eu penso como tive essa coragem e quando eu tava com essas pontas lisas e a raiz cacheada eu me achava ne, tipo: Tô nem aí para o que pensam, quero meu cachos de volta e tô arrasando! ( rsrsrrsrs ) Mas tem que ser assim mesmo, se não, você não vai consegui nunca passar por uma transição se fica ouvindo certas opiniões.

E como ele está hoje? Cada dia mais bonito e eu cada dia mais feliz com ele e certa que a transição foi um período difícil mas que valeu a pena.


Hoje acho meu cabelo lindo e maravilhoso e como disse no início, deixo ele livre e adoro como ele fica na frente.
Temos que aprender nos amar do jeito que somos!


Bem! E o que falta agora? Volume, as vezes eu consigo um pouco, não tenho muito cabelo. Falta mesmo é crescer e crescer. Não vejo a hora de ver meu cabelo beeemmm grande. Marido adoraaaaaa!

Até a próxima!





Obs.: Nada contra progressiva ou cabelos lisos, essa foi minha opção e tem me feito muito bem. Cada uma tem o cabelo que sonha e que quer.

terça-feira, 19 de maio de 2015

João 1:1-14



  1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
  2. Ele estava no princípio com Deus.
  3. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
  4. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
  5. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
  6. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
  7. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
  8. Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.
  9. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.
  10. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.
  11. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
  12. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;
  13. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
  14. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.



segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Céu é de verdade

Gostei muito do filme a história é linda e emocionante! Gosto do que é dito no final do filme, mas acho que pela história o filme poderia ter sido ainda melhor.
Quero comprar depois o livro, que com certeza é muito melhor que o filme, os livros sempre são melhores!






Trailer do filme:




Livro



O céu é de verdade conta a história real de Colton, um menino que, aos quatro anos, quando passava por uma cirurgia de emergência, viveu uma experiência inusitada: seu espírito foi transportado ao céu, onde viu coisas extraordinárias, inclusive o trono do próprio Deus. O garoto também assistiu aos procedimentos médicos e viu o pai orando na sala de espera. No primeiro momento, a família agiu com incredulidade diante do relato, mas logo as evidências de que o menino falava a verdade se tornaram claras — Colton conheceu a irmã que fora abortada, segredo guardado a sete chaves pela família. Narradas por seu pai, mas frequentemente nas palavras do próprio Colton, as experiências relatadas em O céu é de verdade revelam a realidade e a esperança do Paraíso e do Criador.


Encontrei uma entrevista do Pr. Burpo no site Gospel Prime e quero compartilhar com vocês:


Kristie Christie: O quanto o filme conseguiu ser fiel ao livro? Existem coisas que foram acrescentadas ou podemos confiar em tudo que está no filme?
Todd Burpo: Hollywood teve que fazer algumas mudanças por causa do comprimento e estilo do filme. Mas creio que a história é muito fiel ao livro. Hollywood sabia que havia uma base grande de pessoas que leram o livro e não ficariam felizes se o filme mostrasse algo diferente do que leram. Ver o filme é algo muito próximo da experiência que tive há 11 anos, quando meu filho começou a contar essas histórias.
Minha esposa e eu temos dificuldade em assistir ao filme, porque retrata vários dos momentos mais dolorosos de nossa vida. O que nos anima é que alguns dos mais severos críticos de cinema ateus têm dito que o filme vai fazer você pensar. Isso me deixa animado, quero que as pessoas repensem suas concepções pessoais e se abram para o fato de que o céu é um lugar real.
Sim, é sempre bom reavaliar nossas crenças e repensá-las. Também imagino como foi duro o que sua família passou.
Estou feliz que chegamos até aqui desde que voltamos do hospital com nosso filho. Colton hoje tem quase 15 anos.
Muitos críticos sugerem que, durante todo esse processo, Colton poderia ter misturado, mesmo sem querer, elementos fantasiosos para simplesmente criar uma história, mesmo que  seja uma boa história. Qual é a sua resposta aos críticos?
Os críticos não leram o livro. Se eles forem honestos, admitirão que a sua crítica não tem fundamento. A verdade é que as pessoas não entendem a vida da cidade pequena. Temos 2.000 testemunhas de todos esses detalhes em nossa vida, simplesmente não poderíamos ter inventado tudo.
Colton sabia coisas que nenhuma criança de 4 anos de idade poderia saber. Coisas que nenhum professor de Escola Dominical poderia ter ensinado. Gostaria de convidar a todos para verem o filme e lerem o livro antes de ter uma opinião sobre o assunto.
Este não é um filme cristão com uma história fácil, onde a vida é fácil e tudo acaba bem. Esta é a nossa vida real. Não é ficção e quero que as pessoas saibam que podem ter esperança. Mas estamos preparados para mais críticas.
Como você viveu esta viagem única? Como é o céu? Eu acho que a maioria das pessoas estão curiosas sobre o que acontece depois que morremos. O que ocorre, de acordo com Colton?
Bem, há muito mais detalhes no livro, mas Colton testemunhou que o céu está cheio de amor de Deus. Você apenas sente. Você não precisa falar sobre isso. Nós também temos corpos, mas que parecem jovens e não são iguais aos corpos cansados com que acabamos nossa vida aqui. Ele também viu a face de Jesus, você verá isso no filme. Ele também entendeu a trindade, que Deus é três pessoas, de uma forma que é normalmente difícil para nós entendermos.
Colton disse que há animais no céu, que ele brincou com leões e gostou muito do cavalo de Jesus, que tinha o pelo como um arco-íris. Ele descreveu o céu como um lugar cheio de amor e colorido. Gosto de pensar que relatamos [no livro e no filme] como é voltar de uma longa viagem e estar no lugar que você pertence. O céu é a nossa casa.

Você já leu o livro ou assistiu o filme? Compartilhe comigo!!